sexta-feira, 10 de abril de 2009

Páscoa...

Sexta feira santa..., mais uma.
Não que me diga alguma coisa, apenas por ser a primeira em 13 anos que passo longe de ti.
Ok, nunca demos importancia a este tipo de datas, a estas festividades, é verdade.
Continuo a não dar mas não te ter aqui comigo torna o dia ainda mais monótono.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Objectivos...

Secretamente imponho a mim mesmo o concretizar de certos objectivos. Tenho de ter força para os conseguir alcançar, a força que por inumeras razões me faltou nos ultimos anos.
Não vale a pena chorar pelo que de mau nos acontece, temos de levantar a cabeça e seguir em frente,por mais dificil que nos pareça.
É facil dizer, pior é faze-lo, mas estou convicto que o vou conseguir.
Quero voltar a ser que já fui, alguem que era alegre, extrovertido, inteligente e muito mais. Vou passar a olhar para mim com a confiança que fui perdendo e fazer tudo ao meu alcance para que este ano seja o meu ano.

Márgens...o outro lado


Lembro-me de ser criança ir passear com os meus pais e os meus avós, costumava-mos passar pela zona do terreiro do paço, cais sodre..., lembro-me de olhar para o Tejo e ver lá um barco enorme.
O Tolan, um porta-contentores Inglês, ficou ali alguns anos, meio afundado, servindo de companheiro ao rio que o acolheu, ás gaivotas que nele poisavam e faziam os seus ninhos, ás fotos dos turistas e de todos que vinham á cidade por uma razão ou outra, uma espécie de atração da cidade de Lisboa.
São memórias difusas, com grão e ruido e uma leve sensação de ser tudo a preto e branco, como nos filmes antigos ou na televisão que ainda havia lá em casa.

Hoje apanho o comboio, sento-me junto a janela e espero que o caminho até casa seja o mais rapido possivel. As pessoas vão entrando, tomando os seus lugares, cheias de pressa como eu, mandam e recebem mensagens, falam e ouvem ao telemovel, leem revistas, livros da escola, crianças que riem e choram, é vida que transborda por entre as carruagens.
Na viagem o mais engraçado é passar a ponte, poder ver Lisboa cá de cima, observar os telhados dos prédios, os terraços arranjados com flores, o corropio que passa bem embaixo de nós, o sol que se vai pondo para dar fim a mais um dia.

Sinto o cheiro do Tejo, encosto-me á janela a olhar para o seu manto de água, deixo-me levar pelo seu brilho, pelas marés que vão lutando entre si, umas vezes sózinhas, outras com a ajuda dos caçilheiros. Tento prolongar aquele minuto o mais possivel, penso no Tolan, em todas as vezes que de mão dáda ao meu avô ele me levava para junto da margem e me contava historias de como o barco ali tinha ido parar, como tinha afundado e entre as verdades ele sempre fantasiava e eu ficava ali, a ouvi-lo, quieto, quase sem respirar, apertando-lhe a mão e imaginando mil aventuras de piratas, mil sonhos de criança.

Lá em cima na ponte a viagem continua, sem parar, sem olhar para tráz, há horarios a cumprir, viagens a fazer, passageiros como eu que estaõ ávidos por chegar a casa e descansar, tirar os sapatos, tomar um banho e por os chinelos para ir fazer o jantar. Fugir do dia a dia da cidade e por umas horas ter paz, sossego, tempo para nos recompormos para o dia que vem já a seguir.

Quando passo a ponte para ir para casa, todas essas memórias me chegam, pensava mesmo que as teria esquecido, nem me lembrava delas. Agora que moro na outra márgem, no outro lado de mim, é que elas voltaram, fico contente por isso, penso que se há alturas em que podemos ser realmente felizes é quando somos crianças, livres de espirito, sem correntes e com uma esperança que ultrapassa tudo.

Faz-me esquecer, mesmo que por breves momentos, tudo o que se tem passado comigo nos ultimos tempos. Dá-me uma pequena esperança de que o dia de amanha seja melhor, que eu consiga alcançar os objectivos que proponho a mim mesmo e que a tempestade possa passar o mais rapido possivel.

Kings Of Convenience - Stay Out Of Trouble

I walked around for hours, two ten pence pieces in my hand
I was alone and freezing, still trying hard to understand you

I left the others knowing I had to work this by myself
but now the feeling's growing, I would be better off with their help

so baby, what we've got has lately, not been enough

I wish I had your scarf still, that once embraced and kept me warm.
I wish you could be with me, in these last days when I am still hopelessly poor

stay out of trouble, stay in touch
try not to think about me to much


terça-feira, 7 de abril de 2009

Dentro de mim

Photo by Richard Renaldi

Dentro de mim, o peito aberto por golpes da vida, a alma suja e velha, cansada de correr, cansada de fugir. O corpo que pede repouso, paz, mas que continua sofregamente a respirar o ar que se lhe chega. Um tronco magro onde se notam as saliencias dos ossos, sentem-se as marcas do tempo, a idade que passa e as feridas que por lá ficaram. Velho, seco, eu..., gasto como as velhas moedas de cinco escudos, cheias de ferrugem e oxidadas, esquecidas em qualquer fundo de gaveta. Fora de circulação, ultrapassadas.

janelas...




-Noites..., em claro, em pleno desacordo com a escuridão que se faz sentir lá fora. Um véu negro, sem estrelas,sem luar, onde não se ouve nem o respirar do vento na janela do meu quarto.
No parapeito a vela que acendi mantém-se imóvel, com chama mas sem vida, a consumir-se devagar, sem me ajudar a queimar as minhas feridas, pouco se importando com as mágoas que lhe vou contando. Não procuro que me entenda, apenas que me ouça. Não quero o seu calor, nem a sua luz, só que me acompanhe nestas horas de solidão.
-A janela, entreaberta de sonhos que ficaram por realizar, fecha em si segredos que só os dois sabemos. Não deixa escapar os silencios da minha alma, prende-os em mim, no lugar mais fundo que pode encontrar, a minha raiz, a do meu coração. E dói...muito, como se não houvesse amanhã, como se o dia não fosse nascer mais e a noite fica-se parada nesse amargo segundo em que te perdi.
E olho pelas fréstas da minha janela, a mesma noite que continua, impávida e serena, em contraponto com o que vai dentro de mim. Ando inquieto, instável, sem querer rir ou chorar mas as duas coisas ao mesmo tempo. Triste, afastado do mundo, dentro do meu quarto, do lado de cá da janela, longe de ti, irremediavélmente...

Tento pensar que o amanhã vai ser melhor, quero acreditar que tudo na vida tem o seu porquê, que se isto nos aconteceu era poque não estavamos destinados a ficar juntos os dois. Tanta gente se separa, acabam namoros, casamentos, porque haveriamos de ser diferentes, porque razão teriamos força suficiente para ultrapassar as duvidas que foram aparecendo há nossa frente. Custa-me pensar assim e amar-te tanto, doi-me saber que a tua felicidade não anda junto com a minha. Que a tua certeza se afastou tanto da minha quando tudo fazia crer que juntos iriamos percorrer a estrada da vida.

Se eu tivesse uma maquina do tempo, voltaria até ao momento em que te desiludi pela primeira vez, trocaria tudo por isso, em vez de te magoar iria-te abraçar, beijar e fazer ver-te o quanto és importante para mim. Nada é o mesmo sem ti.



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Adoentado...

Estes ultimos dias tenho andado adoentado, um mau-estar no estomago...
Tem-me retirado toda a vontade que tenho de escrever aqui no blog.
Nem para isso tenho tido disposição. :(