
Deixo-me envolver, sentir, gostar e talvez não seja a minha melhor opção em ser assim.
No meu intimo eu anseio pelo amor, por encontrar a paz que tanto procuro, em encontrar aquela alma gémea, a outra metade da laranja, da maça, a outra metade de mim. Talvez seja uma procura impossível, sei o que sou e sei que sou diferente.
Há dois anos que não me entregava a alguém, há bem mais que não sei o que é amar sem restrições, uma forma de estar que em mim se perdeu no tempo. Sei que neste tempo que passou foi-me muito difícil dar qualquer coisa de mim a alguém. Tem sido difícil mostrar parte de mim.
Não sei se é medo, se desaprendi se perdi a esperança que algo de bom me aconteça.
Ás vezes perco-me e é difícil encontrar-me.
Hoje penso que posso ter encontrado uma janela, um novo olhar. Dou por mim a gostar outra vez, a acreditar no dia seguinte, a voltar a sonhar um pouco. Sinto-me a mudar, de novo consigo sorrir.
Pergunto-me se não estou a criar falsas ilusões em mim mesmo. Se o que sinto pode não ser correspondido. Se me vou magoar e sofrer... Sei que também tudo isso é irrelevante quando toca ao amor. Se gostas não há volta a dar.
Tenho em mim um lado selvagem, irrequieto, quer mais, dar mais, correr e abraçar, sem amarras sem correntes. Um lado que me empurra para onde pensa ser feliz.
Quero muito seguir esse instinto. Espero estar certo...
Vou ficar por aqui agora, cansado e com dor de cabeça.
