domingo, 17 de maio de 2009

Amar como te amei...

Amar como te amei ninguém mais ama
De tanto que nem sei se vale a pena
Amar, e sempre amar a quem mais clama
O nosso desamor feito dilema
Dar e não saber se quem recebe
É cego ou não quer ver toda a saudade
Que existe, e que persiste e não percebe
O triste deste amor em fim de tarde
Ninguém mais do que tu foi tão verdade
Das coisas que nos dão razão à vida
Prisão que ontem foi de liberdade
E hoje se transforma em chaga viva
Amar como te amei ninguém mais ama
De tanto que nem sei se vale a pena
Manter nesta paixão acesa a chama
Ou apagar num sopro este dilema
Ninguém mais do que tu foi tão verdade
Das coisas que nos dão razão à vida
Prisão que ontem foi de liberdade
E hoje se transforma em chaga viva

"Donna Maria- Amar como te amei"

Linhas do equilibrio



Nada do que tenho feito me tem ajudado a prosseguir, vive em mim a mesma fome de ti que tenho desde que te conheci. Quando penso que estou melhor, que o amor que sinto se começa a afastar e a deixar-me respirar, volto a tombar na realidade em que me encontro presente. O coração cala-me a voz e faz-me implodir em questões que por mim já deviam estar resolvidas mas que ainda me cercam e que ainda me iludem.

Seguro-me nesta linha por onde me equilibro na ténue esperança de chegar ao outro lado são e salvo, fecho os olhos deixo-me ir, a minha vontade é de cair no espaço escuro que dá luz a minha alma. Custa-me este caminho que me deixa o peito em sangue, os olhos a arder das lágrimas que por ti deixo verter. As mesmas lágrimas que jurei que não ia chorar salgam-me o rosto como se fosse uma criança e estivesse a viver a minha primeira desilusão.

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