segunda-feira, 30 de março de 2009

Vazios da mente...

Por onde ando, o que faço, quem eu sou? São perguntas que nem mesmo eu sei responder.
Não importa onde cheguei, nem me importa para onde vou, perdi esse interesse, essa vontade.

É tão dificil fazer-me entender a mim mesmo que tenho de ter forças, de lutar, de voltar a sorrir e de viver.
Olho para o ontem e vejo que a minha vida não passa de uma história triste, cheia de armadilhas, de falsas promessas e sonhos perdidos.
É tão fácil desistir..., deixar andar, ficar para amanhã ou para depois. Foi o que fiz quando sai de tua casa, Desisti..., não por não querer mais, não por não acreditar, não por não te amar, mas sim por não ter mais forças, mais capacidade de te fazer ver, de te fazer querer.
Mas para mim está tudo menos a ser fácil, tudo me custa, tudo me escapa, tudo se me resvala pelas mãos e foge de mim. Como tu o fizeste, sem me dares um ultimo olhar, sem quereres aquele abraço.

Procuro respostas e soluções, navégo, googlo, escrevo, apágo, esborráto. Tudo o que me vem a cabeça, nada me vem a cabeça. Parece que compraste o meu cérebro e te mudaste para lá, não sais de lá nem que eu te expulse, dizes que é teu e que la vais ficar para sempre, a viver na minha cabeça e agarrada ao meu coração. Merda...

Domingo de madrugada

Imagino que a esta hora estejas em casa, hoje não deves ter ido trabalhar.
Ou estas no computador a relaxar um bocado ou então a descobrir novas formas de amar.
Como me irrita pensar nisso, que enquanto alguém esta só e se sente sozinho há outro lado que esta bem e feliz.

O teu bem faz-me tão mal...

Verdade nua e crua

Este é um espaço duro, sincero, onde escrevo sobre o que se passa dentro de mim, sem medos de esconder sentimentos, sem problemas de falar de factos e de dúvidas.
Exponho aqui a verdade nua e crua, sem choques, sem vergonhas, com dor e amor, com saudades e vontades de ser e de estar de fugir e sair e ficar.

Grito o mais alto que posso, já não aguento tanta incerteza dentro de mim, tenho de mandar para fora, escrever, fazer algo que me deixe esquecer.

Posso não escrever o melhor português, não saber as palavras mais bonitas e indicadas mas sei o que sinto e o que sinto é o que aqui deixo.

Run

Este foi o segundo texto, agradeço a quem o escreveu pois exemplifica bem o que estou a passar.
Obrigado Miss G. :)

"Há muitas pessoas no mundo, mas não há nenhuma como tu. Hoje estou a morrer de saudades tuas, desse teu jeito diferente de tudo, desse teu ar de miúdo, desse teu riso que me conquista sempre, dessa tua maneira de ser, desigual.
..."não quero mais procurar em alguém aquilo que só encontro em ti...", foi a promessa que te fiz, naquele tempo em que acreditámos que ia ser dessa vez que iamos ficar juntos, em que acreditámos que mais nada, nem mais ninguém, nos ia separar de novo.. mas não nascemos (nesta vida) para ficar para sempre juntos... até porque para sempre é muito tempo.

Hoje (mais uma vez) dancei, pulei, cantei, diverti-me, mas senti a tua falta, mais que muito... e todos os sorrisos que espalhei, transformaram-se agora em lágrimas, por sentir aqui dentro, mais uma de tantas vezes, as imensas saudades tuas.

Dava tudo para viver o nosso tudo só mais uma vez."

Se eu pudesse

Estava a navegar na net, a ler uns blogs e deparei-me com dois textos que me tocaram como se fosse eu que os tivesse escrito, deixei-me levar pelas palavras e identifiquei-me com os sentimentos lá descritos.

Deixo aqui o primeiro desses textos:

"Se eu pudesse voltava ao príncipio e ia mais devagar, falava mais e ouvia-te menos, oferecia-te um dicionário com todas as palavras que não conheces ou já esqueceste, tolerância, confiança, transigência, partilha, abnegação, construção. Depois embalava-te outra vez nos braços e esperava que o dia seguinte trouxesse atrás de si outro e mais outro e deixava a vida fluir, esquecia-me dos teus defeitos e tu dos meus e como o tempo aprenderíamos a viver um com o outro sem nos cansarmos, sem nos magoarmos, sem sombras nem equívocos...
Se eu pudesse levava-te agora para casa, sentávamo-nos à lareira a conversar, explicava-te porque é que um dia reparei que existias e sem querer me esqueci do meu coração entre os teus dedos...
Se eu pudesse... mas não posso, porque ninguém caminha sozinho, uma ponte só se constrói se as duas margens deixarem e o rio só corre se a corrente o empurrar."

MRP

Donna Maria - Sempre para Sempre

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre


Toranja - Fim

Neste infinito fim que nos alcançou
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorriso virado para o mundo
guardo um sonho que nunca chegou

Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos do canto que mata
guardo uma arca de rimas perdidas

Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...

No mundo onde tudo parece estar certo
guardo os defeitos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto

Para o país do esquecer o nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti... levo-te a ti....
levo-te a ti para sempre comigo...

Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que nunca perdi.