"I don't mean to suggest that I loved you the best,
I can't keep track of each fallen robin.
I remember you well in the Chelsea Hotel,
that's all, I don't even think of you that often."
(Eu penso... constantemente)
terça-feira, 31 de março de 2009
Um novo olhar...
Bem, hoje fiz um template novo para o blogue.
Photoshop, mudar um pouco de codigo em html no blogger e já está, nada de mais, muito simples até.
Preferi fazer assim com um ar mais limpo, mais puro, mais respirável... assim como o que sinto por ti.
Photoshop, mudar um pouco de codigo em html no blogger e já está, nada de mais, muito simples até.
Preferi fazer assim com um ar mais limpo, mais puro, mais respirável... assim como o que sinto por ti.
S...
Era mais noite que tarde, já era pouca a claridade que se fazia sentir, andávamos de mão dada e a rir de coisas parvas (como sempre), tinha-mos ido alugar uns filmes para fazermos mais uma das nossas sessões intemporais.
De repente vejo-te a perder o sorriso e o teu olhar a afastar-se do meu, para onde foste assim tão abruptamente? Tento entender o porque de tal mudança e vejo o mesmo que tu.
Ele olhava para ti, com aquela cara e aqueles olhos, perdidos, sós, a pedir ajuda, a dizer só com um olhar para o ajudar-mos, meigo, suave, terno. Deste-lhe a tua mão mas havia algo que não te permitia lá chegar, uma barreira que no momento parecia impossivel de ultrapassar.
Não resististe, tiveste de saltar esse muro, foste a correr, cheia de força e com o coração apertado.
Não conseguias entender como era possivel ele ali estar assim, preso, sem espaço, num buraco onde não cabia nem mais uma mosca e estava lá ele mais uma irmã. Nada nem ninguem merece estar assim dizias tu e eu entendi mas fiz-te ver que não estava nas nossas mãos o poder de o ajudar, como eu estava enganado.
Deixaste-te convencer por mim e foram passando dias e dias e nós fomos passando tambem, todos os dias ele olhava para ti e tu deixavas sempre uma lágrima pra lhe fazer companhia, em pouco tempo já nem a irmã dele lá estava e ele lá continuava. Sózinho, como eu estou agora, numa jaula igual á que me prende o coração, pequena e apertada, sem espaço para respirar.
Virei-me para ti e disse que já não dava para aguentar ve-lo daquela maneira, que sempre que ali passavamos era como se visse-mos alguem da nossa familia naquela situação, tu entendeste o que eu queria dizer e foste busca-lo, entraste de rompante, com a tua voz firme e a cabeça levantada e não saiste de lá ate o trazeres.
Que alegria que ele demonstrou na altura, foi como libertar alguem que está preso por um crime que nunca cometeu. Ele era tão novinho mas já enorme e foi conosco para casa. Passou de 1m por 1m para uma nova vida de liberdade.
O nosso S..., o nosso Serra...
De repente vejo-te a perder o sorriso e o teu olhar a afastar-se do meu, para onde foste assim tão abruptamente? Tento entender o porque de tal mudança e vejo o mesmo que tu.
Ele olhava para ti, com aquela cara e aqueles olhos, perdidos, sós, a pedir ajuda, a dizer só com um olhar para o ajudar-mos, meigo, suave, terno. Deste-lhe a tua mão mas havia algo que não te permitia lá chegar, uma barreira que no momento parecia impossivel de ultrapassar.
Não resististe, tiveste de saltar esse muro, foste a correr, cheia de força e com o coração apertado.
Não conseguias entender como era possivel ele ali estar assim, preso, sem espaço, num buraco onde não cabia nem mais uma mosca e estava lá ele mais uma irmã. Nada nem ninguem merece estar assim dizias tu e eu entendi mas fiz-te ver que não estava nas nossas mãos o poder de o ajudar, como eu estava enganado.
Deixaste-te convencer por mim e foram passando dias e dias e nós fomos passando tambem, todos os dias ele olhava para ti e tu deixavas sempre uma lágrima pra lhe fazer companhia, em pouco tempo já nem a irmã dele lá estava e ele lá continuava. Sózinho, como eu estou agora, numa jaula igual á que me prende o coração, pequena e apertada, sem espaço para respirar.
Virei-me para ti e disse que já não dava para aguentar ve-lo daquela maneira, que sempre que ali passavamos era como se visse-mos alguem da nossa familia naquela situação, tu entendeste o que eu queria dizer e foste busca-lo, entraste de rompante, com a tua voz firme e a cabeça levantada e não saiste de lá ate o trazeres.
Que alegria que ele demonstrou na altura, foi como libertar alguem que está preso por um crime que nunca cometeu. Ele era tão novinho mas já enorme e foi conosco para casa. Passou de 1m por 1m para uma nova vida de liberdade.
O nosso S..., o nosso Serra...
Familia...
No momento que me decidi em recomeçar tudo do zero, procurei auxilio nos braços de quem está sempre lá, a familia, neste caso a minha irmã abriu-me as portas do seu coração. Vou-lhe estar sempre grato.
Ela é assim como um sopro de esperança, aquela menina que eu vi nascer, que embalei no colo ate adormecer, que cresceu e que hoje é uma mulher, daquelas com M grande.
Vejo a atitude dela perante a vida e só me apetece abraça-la e perguntar-lhe de onde lhe vem aquela força toda. Eras tão pequenina e hoje és taaaaaaaaão grande.
Aquela criança que ja deixou de o ser hoje é mãe de um filhote lindo e muito especial, o meu sobrinho que todos os dias me ensina a viver.
É um puto desses, todos modernos, que com 3 anos já tem a mania que é homem e que quem manda em casa é ele. Bem..., na verdade é ele que manda sim.
-Quero ver linguins, quero ver linguins.
diz ele todo irritado com aquela cara que só ele sabe fazer, sobrancelhas serradas e aquele olhar que te fita nos olhos e do qual eu nao me deixo escapar. os braços cruzados no peito e os punhos fechados, e eu não resisto e lá vai ter de ser, se não vé os linguins está tudo feito.
Lá vou eu procurar o filme dos pinguins para ele ver, se for preciso ele quer ver o filme 24h por dia, dou por ele com 3 anos a cantar algumas das musicas em inglês, partes delas pelo menos...
-Dance, dance, dance... Mambooo (Happy Feet)
Vou á sala e la está ele a dançar, agarrado ao televisor, não gosto nada que ele passe tanto tempo assim a ver tv, tem apenas 3 anos, mas ele não quer fazer mais nada.
Levo-o ao parque, passear os cães, brincar com a areia e as pedrinhas que encontra e quer levar para casa e sinto saudades de quando eu era assim, menininho, sem responsabilidades, sem desilusoes, sem dores intensas, sem desgostos de amor.
Olho para ele e pergunto-me a mim mesmo onde foi que me perdi, qual o caminho que percorri que foi o errado, olho para ele e desejo do fundo do meu coração que tudo corra bem com ele, que seja feliz e saiba viver a vida, que aproveite tudo de belo que o mundo tem para lhe dar.
Que não seja como eu, que seja tudo menos como eu, que seja o contrário do que sempre fui e que chegue onde eu nunca cheguei. Que sonhe e que realize, ame e seja amado, que ria e faça sorrir alguem especial.
A mim faz-me sorrir todos os dias, mesmo aqueles em que tudo é cinzento e feio como eu, nessas alturas baixo-me e abraço-o e digo-lhe ao ouvido...
-Obrigado miudo, és o meu salvador.
Ela é assim como um sopro de esperança, aquela menina que eu vi nascer, que embalei no colo ate adormecer, que cresceu e que hoje é uma mulher, daquelas com M grande.
Vejo a atitude dela perante a vida e só me apetece abraça-la e perguntar-lhe de onde lhe vem aquela força toda. Eras tão pequenina e hoje és taaaaaaaaão grande.
Aquela criança que ja deixou de o ser hoje é mãe de um filhote lindo e muito especial, o meu sobrinho que todos os dias me ensina a viver.
É um puto desses, todos modernos, que com 3 anos já tem a mania que é homem e que quem manda em casa é ele. Bem..., na verdade é ele que manda sim.
-Quero ver linguins, quero ver linguins.
diz ele todo irritado com aquela cara que só ele sabe fazer, sobrancelhas serradas e aquele olhar que te fita nos olhos e do qual eu nao me deixo escapar. os braços cruzados no peito e os punhos fechados, e eu não resisto e lá vai ter de ser, se não vé os linguins está tudo feito.
Lá vou eu procurar o filme dos pinguins para ele ver, se for preciso ele quer ver o filme 24h por dia, dou por ele com 3 anos a cantar algumas das musicas em inglês, partes delas pelo menos...
-Dance, dance, dance... Mambooo (Happy Feet)
Vou á sala e la está ele a dançar, agarrado ao televisor, não gosto nada que ele passe tanto tempo assim a ver tv, tem apenas 3 anos, mas ele não quer fazer mais nada.
Levo-o ao parque, passear os cães, brincar com a areia e as pedrinhas que encontra e quer levar para casa e sinto saudades de quando eu era assim, menininho, sem responsabilidades, sem desilusoes, sem dores intensas, sem desgostos de amor.
Olho para ele e pergunto-me a mim mesmo onde foi que me perdi, qual o caminho que percorri que foi o errado, olho para ele e desejo do fundo do meu coração que tudo corra bem com ele, que seja feliz e saiba viver a vida, que aproveite tudo de belo que o mundo tem para lhe dar.
Que não seja como eu, que seja tudo menos como eu, que seja o contrário do que sempre fui e que chegue onde eu nunca cheguei. Que sonhe e que realize, ame e seja amado, que ria e faça sorrir alguem especial.
A mim faz-me sorrir todos os dias, mesmo aqueles em que tudo é cinzento e feio como eu, nessas alturas baixo-me e abraço-o e digo-lhe ao ouvido...
-Obrigado miudo, és o meu salvador.
Folhas em branco

-Uma folha em branco, sem lápis nem borracha, uma cadeira vazia e eu que ainda por aqui ando.
Procuro ideias, formas de vida, cores, cadencias, sons e tudo o que me possa afastar de mim mesmo.
Sinto que não passo de um movimento descoordenado, sem ter alguma vez entrado no ritmo do mundo, ando ao contrario de todos, em contramão, em sentido inverso da felicidade.
Rabisco umas letras e paro no tempo, no mesmo sitio onde estou há muitos anos, ainda não descobri como sair daqui, se ao menos houvesse maneira de me escapar, de fugir deste lugar.
Olho para cima, para um céu de várias cores, cheiros e texturas, imenso, infinito, impossivel de alcançar. Imagino que para lá chegar é primeiro preciso ganhar a felicidade. Acho que já andei por lá, mas a queda foi grande e nem sei se vou recuperar.
Cai em cima de umas pedras, as mesmas pedras que rodeiam a ribeira de odeceixe, aquela vila que faz fronteira entre o Alentejo e o Algarve, a mesma ribeira que nós atravessávamos em direcção ao mar, as mesmas pedras que nós mandámos para a agua e como elas saltavam. Como nós dois, que corria-mos um para o outro e nos abraçávamos como se não houvesse amanhã.
Um pôr do sol em Odeceixe é algo dificil de imaginar, sempre fiquei maravilhado com aqueles fins de tarde, a mistura dos raios de sol que se desvanecem e ganham força ao mesmo tempo que tocam na água azul do mar, momentos que passámos os dois e que não desejo passar com mais ninguém.
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