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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Noutra vida...


Quem sabe um dia as palavras que escrevo cheguem a ti, talvez um dia sintas saudades do que vivemos e do meu amor por ti e leias todas as frases que por aqui derramo. Não as escrevo com intenções ou esperanças mas sim porque as sinto e tenho de as tirar de dentro de mim. São pedaços meus que também foram teus, bocados que dividi contigo sem querer nada em troca, quem ama como te amo não quer nada em troca, apenas acredita que o amor sentido é mais forte que qualquer maleita e que os sonhos que construidos a dois são aqueles que vão perdurar no tempo.

Queria-te agradecer por teres feito parte da minha vida, antes de te conhecer não sabia o que era amar e foste tu que me mostraste toda essa parte bonita da vida, foi contigo que descobri que com apenas um olhar se pode saber o que o outro esta a pensar, como um toque é suficiente para acalmar as dores do dia a dia e como um só beijo pode trazer novas esperanças e intensas alegrias. Contigo aprendi que um sorriso basta para me fazer sentir mais quente, mais preenchido e com forças para enfrentar a vida que se nos depara a frente. Foi contigo que me descobri mesmo tendo-me perdido no final.

Deste-me a conhecer muito mais do que imaginei e por isso estou-te grato, por estas e outras razões foste, és e serás sempre muito importante para mim. Sei que depois que a mágoa passar vou olhar para o que vivemos com carinho, com a certeza que durante muito tempo fomos felizes e que juntos vivemos algo que muitos sonham e poucos alcançam.

Talvez noutra vida, noutro tempo, pudéssemos ter levado a nossa história até ao fim que eu sei ser o certo, mas quis a desdita que agora tenhamos de seguir por outros locais que não aqueles onde fomos um só. Trago de ti lembranças que se vão desfocando com o tempo mas que ainda hoje me queimam no coração. Vou guarda-las, limpando-as para não desvanecerem e assim ter sempre um bocadinho de ti perto de mim, e quando as lágrimas que me escorrem pelo rosto secarem de vez como a água que evapora no calor seco do deserto, vou ter sempre esses pequenos excertos desse livro de amor que escrevemos os dois.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Amárras

digitalpixel amarras2
PHOTO BY DIGIT@L PIXEL



Princesa,
tenho algo para te confessar, todos os dias digo para mim mesmo que tenho de te esquecer de vez, seguir a minha vida, tentar encontrar a felicidade que pensei ser a nossa. Talvez encontrar alguém que te possa substituir no meu coração, acho que o mereço.
É verdade que a minha vida parou, que tenho a cabeça num caos enorme, é verdade que neste momento estou desamparado, sozinho, sem saber para onde ir, que caminho seguir, que direcção tomar para me encontrar. Todas essas certezas que eu tinha deixei-as contigo, nas tuas mãos, no teu cheiro, na tua pele. Nada que eu já não esperasse, talvez por isso me demorei tanto tempo a tomar a decisão de sair dai, o medo do que vinha depois de te perder, o que seria da minha vida sem ti.

Não morri..., fisicamente estou vivo, acordo todos os dias e deito-me todas as noites, falo, escuto, olho, leio, escrevo, ando, como e bebo. tenho momentos de lucidez, momentos de loucura, como todos nós.Por dentro de mim é que esta o problema, nada me agrada, nada me seduz, perdi qualquer vontade de tudo o que possas imaginar, deixei de ser para me tornar no que nunca quis ser, negro de espirito, vazio e triste.

Sempre pensei que os nossos caminho se tinham cruzado para sempre, quando olhava para ti tinha a certeza de ter encontrado a minha companheira, a minha fiel amiga, como foste durante muito tempo. Achava que nem a eternidade fosse longa demais para fazer esquecer o amor que sentia-mos um pelo outro, nem o sol seria suficientemente forte para o queimar, nem a chuva seria demasiado intensa para o afogar. Iria-mos sempre ultrapassar todas as crises e problemas que nos aparecessem no nosso único caminho, aquele que eu tapei todos os buracos e banhei a prata para tu passares. Para que nos fosse o menos doloroso possivel.

Olhando para o meu passado, já devia ter aprendido que a vida nos prega muitas rasteiras, que muitas vezes nos ensina da pior maneira, a vida mostra-nos que temos de estar constantemente com atenção para o que vem na curva a seguir. Temos de ter confiança em nós mesmos e o mais importante de tudo é gostarmos de nós próprios, temo que quando isso se perde nada mais reste.
Hoje estou numa altura de (re)aprender, reaprender a gostar de mim, a cuidar mais de mim, a ser mais eu e menos os outros, ser mais egoista e ter-me em melhor conta. Tenho esperança de o conseguir, acho que não sou má pessoa e que a minha indole e o meu caractér são os mais correctos. Sempre te respeitei, nunca te menti, fui fiel, amigo, o teu ombro, familia, agora vou ser tudo isso comigo mesmo. Vou ser aquilo que desejei para os dois.

Duvido é que o faça ao lado de alguem, apesar de achar que era o que eu precisava, acho tambem que não estaria a ser justo para com essa pessoa, não quando o meu coraçao já esta ocupado a bater por ti. Como poderia eu viver dessa maneira? A enganar alguem quando lhe disse-se o quanto a amava pensando em ti, quando lhe tocasse no rosto e senti-se o teu, ou quando a olhásse e visse o brilho dos teus olhos.
As amarras que me prendem a ti são fortes demais para algo assim, não sou assim, não faço esse tipo de coisas. Mantenho-me fiel ao amor que acredito, o meu amor que infelizmente é teu.
Vou ficar muito tempo sózinho, talvez o mesmo tempo que pensei que fosse o nosso, para sempre e eternamente. Para lá da vida e da morte, no fim do universo e depois do infinito, entre o tempo que passou e o que há de vir.

devo-te confessar que nunca te vou esqueçer, vou-te sempre amar, dormir contigo, sonhar, mesmo que passem 50 anos, que encontre alguem que me faça mudar de ideias, que cáse e construa o que quis ter contigo, com filhos e netos , sempre que os for deitar, quando me pedirem para contar uma historia para adormeçerem vou-lhes sempre contar a nossa, com outros nomes, outras personagens, a mais bela e verdadeira historia de amor mas com o final que sempre desejei, que ficássemos juntos e felizes para sempre. Como eu sei que deveria ser.

Amo-te loucamente, mil beijos de paixão

quinta-feira, 2 de abril de 2009

AMO-TE...


AMAR


Olá amor,
Falo-te assim pois aqui é como se estivesses comigo, queria ver-te outra vez e sei que é impossivel.
Gostava de te dizer que te amo, dizer-to de todas as maneiras que existem.Tipograficamente falando dizia-te AMO-TE em itálico, dizia-te AMO-TE em negrito, AMO-TE em todo o tipo de letras, AMO-TE com todas as letras, AMO-TE de A a Z, AMO-TE desde a primeira até a ultima pagina de um livro, AMO-TE em todas as linguas, AMO-TE em todas as cores, AMO-TE sem pontos acentos ou virgulas, AMO-TE como quem exclama interroga, AMO-TE sem reticencias, AMO-TE em todas as frases que te escrevo, AMO-TE em todos os parágrafos que leio, AMO-TE alinhada a direita esquerda centro ou completamente justificada, AMO-TE a lápis de carvão, AMO-TE a pau de giz, AMO-TE a tinta da china, AMO-TE a esferográfica, AMO-TE em baton.

AMO-TE quando leio no escuro uma qualquer historia de amor mesmo sabendo que não estas comigo. AMO-TE como uma rima, AMO-TE como um verso, AMO-TE como um poema, AMO-TE quando a tinta do jornal me fica nas mãos esborratada quimica, AMO-TE em todas as reportagens entrevistas classificados editoriais, AMO-TE nas cartas que recebo, AMO-TE nas contas da luz água gás, AMO-TE na publicidade do correio, AMO-TE no folheto do supermercado, AMO-TE em todas as formas de impressão expressão grafismo design realismo surrealismo modernismo conscientemente inconscientemente.

Falo-te assim pois aqui é como se estivesses comigo, como se te pudesse sussurrar tudo isto ao ouvido, aconchegar-te na cama, tapar-te com o lençol e dar-te um beijo de ate amanhã.