domingo, 12 de abril de 2009

Espiral


enquanto divago por mim mesmo
em pensamentos distantes
que me levam a desenterrar memórias
de momentos marcantes

vou andando lentamente
por entre minutos horas anos
reconhecendo locais e ruas
onde juntos fomos um todo
antes de cairmos em enganos

lado a lado até ao final
de um sonho que afinal
não passava de um truque de ilusão
perdeu-se a magia
a quimica, a satisfação
Não me apercebi do sinal
que me deste quando da minha
fugiu a tua mão

Agora aqui num espaço unilateral
vazio da tua essencia
orfão do teu olhar
tenho tudo para recomeçar

apesar de me sentir numa espiral
de sentimentos contraditórios
onde ainda choro a tua ausencia
por me ser tão dificil deixar de te amar

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