Photo by Richard RenaldiDentro de mim, o peito aberto por golpes da vida, a alma suja e velha, cansada de correr, cansada de fugir. O corpo que pede repouso, paz, mas que continua sofregamente a respirar o ar que se lhe chega. Um tronco magro onde se notam as saliencias dos ossos, sentem-se as marcas do tempo, a idade que passa e as feridas que por lá ficaram. Velho, seco, eu..., gasto como as velhas moedas de cinco escudos, cheias de ferrugem e oxidadas, esquecidas em qualquer fundo de gaveta. Fora de circulação, ultrapassadas.

2 comentários:
nós somos aquilo que quisermos ser. e as marcas só ficam se estivermos permanentemente a desenhá-las no nosso imaginário.
Keep smiling!
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Sim, percebo-te..., tenho esperança de aos poucos ir apagando o que hoje ainda me magoa bastante e de dentro de algum tempo voltar a sorrir.
Algumas vezes isso acontece quando leio os teus blogs.
por vezes, sem querer encontramos cantinhos onde nos identificamos e percebemos que não estamos sós.
Arigato gozaimasu
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