terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Distancias...

...Percebo então a verdadeira falta que me fazes, sinto as distancias mais que nunca e a saudade torna-se cada mais mais difícil de suportar.
Sei que desde que te conheci que a minha vida mudou e o que pensava perdido afinal estava mesmo ali ao meu alcance. Fazes-me sentir outra vez vivo de uma forma que já não sentia há muito tempo, mesmo com a distancia que nos separa.

Nunca pensei que o amor pudesse ser vivido desta forma, hoje acredito que a força de amar pode superar qualquer percalço, olho para ti e acredito..., vejo em ti o meu amanha,o raio de sol que me ilumina o dia,o brilho das estrelas que me leva ate ao meu porto seguro.

Hoje, adormeço contigo no pensamento, fecho os olhos e deixo-me ir ao teu encontro...

Gosto muito de ti francesinha pateta

domingo, 5 de dezembro de 2010

...ao fim da tarde...

"Vou buscar-te ao fim da tarde,
porque a noite só escurece contigo ao
meu lado, porque a noite aprende por ti
o caminho aberto das estrelas

Vou buscar-te ao fim da tarde,
e verás como preparei a casa, como
escolhi a música, como, enfim, espalhei
os objectos mais impressionados contigo,
os que ganharam vida por se interporem
na espessura estreita que vai do meu
ao teu coração

e não mais te devolvo, correndo todos os
riscos de não amanhecer nunca
numa loucura propositada por ti

não mais te devolvo,
ocuparás o mundo debaixo e sobre mim,
e não haverá mais mundo sem que seja assim"

Valter Hugo Mãe

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Margarida Rebelo Pinto - As crónicas da Margarida



´Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.´

terça-feira, 30 de novembro de 2010



Por vezes vejo-me dentro de situações que não sei avaliar. Detesto quando isso acontece!!!
Deixo-me envolver, sentir, gostar e talvez não seja a minha melhor opção em ser assim.
No meu intimo eu anseio pelo amor, por encontrar a paz que tanto procuro, em encontrar aquela alma gémea, a outra metade da laranja, da maça, a outra metade de mim. Talvez seja uma procura impossível, sei o que sou e sei que sou diferente.

Há dois anos que não me entregava a alguém, há bem mais que não sei o que é amar sem restrições, uma forma de estar que em mim se perdeu no tempo. Sei que neste tempo que passou foi-me muito difícil dar qualquer coisa de mim a alguém. Tem sido difícil mostrar parte de mim.
Não sei se é medo, se desaprendi se perdi a esperança que algo de bom me aconteça.

Ás vezes perco-me e é difícil encontrar-me.

Hoje penso que posso ter encontrado uma janela, um novo olhar. Dou por mim a gostar outra vez, a acreditar no dia seguinte, a voltar a sonhar um pouco. Sinto-me a mudar, de novo consigo sorrir.

Pergunto-me se não estou a criar falsas ilusões em mim mesmo. Se o que sinto pode não ser correspondido. Se me vou magoar e sofrer... Sei que também tudo isso é irrelevante quando toca ao amor. Se gostas não há volta a dar.

Tenho em mim um lado selvagem, irrequieto, quer mais, dar mais, correr e abraçar, sem amarras sem correntes. Um lado que me empurra para onde pensa ser feliz.
Quero muito seguir esse instinto. Espero estar certo...

Vou ficar por aqui agora, cansado e com dor de cabeça.

sábado, 13 de novembro de 2010




Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lembro-me...




Lembro-me de ir no comboio e pensar para mim o que estava a fazer, qual seria a paragem onde iria sair. Dei por mim hipnotizado pela paisagem que passava por mim a um ritmo constante. Divagava por entre indefinições e apreensões mas também numa secreta esperança de estar a fazer o certo.
Soube que sim no momento que te vi, perdi a duvida e o receio que estava dentro de mim, passou de um medo do desconhecido para a expectativa do que poderia vir depois.

Lembro-me de ir no carro e de olhar para ti e ver algo que já não via há muito tempo (perguntei a mim mesmo se seria eu que estava a querer ver demais), ao sentir a tua beleza por momentos que me perdi, deixei a terra e fui ate ao espaço dos meus sonhos, percorri todas as constelações e perguntei a todas as estrelas se eu estaria a sonhar, se seria realidade estar ali contigo, naquele lugar, naquele momento em que éramos nós dois.

Lembro-me de acordar e não te ver no quarto, pensar que já podias ter ido embora por qualquer razão que fosse, podia ser mais um daqueles casos de um arrependimento repentino, mas vi que não, que estavas por perto, vi-te como um raio de sol, cheia de luz como se naquele dia tivesse voltado o verão no seu mais esplendoroso dia.
Rendi-me a ti, ao teu bom dia, ao teu sabor.

Lembro-me de olhar para o longe e apontar o dedo para o horizonte, contar historias passadas de uma juventude rebelde, de vermos o rio a desaguar no mar e as rochas que se deformaram com o tempo mas que continuam imponentes e firmes na sua missão de guardar as entradas daquela praia. De não deixar que a vida se apague naquele canto que é tão meu.

Lembro-me de entrar e de sair de mil e um pensamentos, de saltar entre momentos que sonhava viver contigo, de me questionar o que estaria a acontecer para de um instante para o outro estar a sentir-me assim, diferente, mais solto, alegre. Uma alegria que já não conhecia em mim e que por isso a estranhava.

Lembro-me de irmos para o quarto depois de jantar, de nos deitarmos na cama e sem dar-mos por isso tudo se uniu, senti o teu toque em mim, as caricias que trocámos e os beijos que entregá-mos um ao outro. Um instante de magia onde o tempo certamente que passou mais devagar, para mim naquela altura os segundos eram minutos e os minutos eram horas e assim senti-me perto do tempo infinito.

Lembro-me de passear pela margem do rio, de ver cores em peixes, em estranhas pinturas que no seu conjunto mostravam uma harmonia invulgar, de nos sentar-mos num banco e de te ter nos meus braços, de poder olhar para a outra margem e ver os barcos a passar. De voltarmos a índia e por lá ficar mais um pouco.

Lembro-me de não conseguir falar, de querer dizer que devias ficar, de não perceber o que vinha de ti, lembro-me de olhar para ti e pensar que não mais te iria ver. Custou-me sentir-te assim a ir embora e naquela altura não tive capacidade para fazer o que devia. Não fui capaz de te agarrar e dizer que eras minha, em vez disso aceitei o teu pedido como se fosse a minha única alternativa.

Lembro-me de ir para casa e me sentir vazio, de entrar no meu quarto e me sentir perdido, de me deitar e não conseguir dormir. Lembro-me dos dias a seguir em que nada me corria bem e a vontade para fazer qualquer coisa era pouca.

Lembro-me de estar sempre a pensar em ti...

Lembro-me de te ver e de falar contigo, poder dizer o porque de ter agido de tal forma, de me explicares o que sentias e de nos percebermos aos dois. De te dizer que gosto de ti e de ouvir o mesmo de ti. De te poder ouvir a rir outra vez, a tua forma de falar e o brilho que vem de ti.

Guardo essas lembranças dentro de mim como um tesouro que quero preservar, venha o futuro reservar qualquer tipo de final. Vou sempre encontrar nestas memorias um pouco da forma em que me tornas feliz, contente por te saber por perto mesmo estando tão longe, forte por o meu coração bater outra vez mais rápido e cheio de vontade de viver.

Gosto de ti...


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

...



J'aurais aimé tenir ta main un peu plus longtemps
J'aurais aimé que mon chagrin ne dure qu'un instant
Et tu sais, j'espère au moins que tu m'attends.