quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

Seu Jorge - Changes

Não vou lamentar, o que passou passou
Eu vou embora, meu tempo acabou
Tenho muita coisa para descobrir
Eu sinto muito, mas tenho que ir
Vou pro mundo porque nada mais me prende aqui
É o final do show
E não fique magoado porque vou partir
É só o jeito que eu sou

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
To saindo fora porque eu vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Não é por nada não mas vou me divertir
Enquanto a vida assim permitir
Só procurar fazer amigos do bem, se precisar ajudar também
E agora a liberdade e o horizonte
Só você não sacou
Nova York, Ipanema ou Hong Kong
É nessa aí que eu tô

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora porque eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Livre eu me sinto, sublime
Gente mais gente
O mar e o céu azul

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás
Sempre em frente, nunca pra trás


Hoje...

Hoje não fui trabalhar, tenho assuntos a resolver e dentro de mim estava sem vontade de ter de ir para o trabalho, inventei uma desculpa de como estava doente e lá passou.
O que me vale é que o chefe é um porreiro e de vez em quando sei que tenho estas abertas. Também sabe bem estar em casa num dia da semana, aproveitar para resolver outra coisas.
Coisas minhas, de dentro de mim.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Renascimento


-Não foi facil este ano que passou sem vir ao blog. Decidi afastar-me para tomar o controlo da minha vida. O que consegui. Hoje estou livre de um sentimento que me fez perder o rumo.
Continuo a escrever, para mim, de amor de carinho e de sonhos que me fazem prosseguir.
Lembro-me de tudo sem mágoa e apenas com a vontade de ser mais, de chegar mais longe, ainda mais...
Se escrever aqui outra vez de amor é num imaginário de alguém que hei-de encontrar. Hoje este jardim, de areia e de luz esta pronto a deixar crescer novas formas de viver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Palavras que escapam...



"...Palavras que passam por mim, que me escapam , frases que não chegam a um fim, vagueiam, desaparecem.
Sentimentos que se confrontam em um estado letárgico de completo vazio.Vozes de mim que ecoam e se agarram a lamentos, a momentos que o tempo se encarrega de os gravar cada vez mais fundo no meu coração.
E enquanto me deixo esperando um raio de sol que me ilumine outra vez, sou engolido pela dor escura e inquietante que me penetra e me torna assim, como me vejo, ...duro e triste.

Incertezas que carrego dentro do meu âmago, que entendo e as tomo como minhas, que violentamente me possuem sobrando apenas um pouco de mim que luta e espera por algo que ainda não chegou..."

domingo, 14 de junho de 2009

Pegadas na areia...

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Sigo-te as pegadas pela areia da praia, areia molhada há beira mar onde cada passo meu é engolido pela maré. Por entre as ondas que rebentando me inundam a alma, me chegam ao peito e me chamam de volta, para onde não sei mas tambem não importa, eu vou atrás do teu ser que se vai diluindo na maresia.

Não sei onde vou dar, se a minha viagem tem um fim, se é azul, verde, laranja, de qualquer outra cor ou até mesmo a preto e branco, sei apenas que o amor que sinto por ti é infinito, e o infinito é onde me encontro, numa enseada sem fim, num jardim de areia em formas de querer, de carinho e saudade que se vão desenhando pela força do vento que me acompanha.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sentido das palavras...


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Encontro-me aqui, no sentido das palavras, nu de ilusões, vestido de emoções. Encontro-me assim rodeado de mim mesmo em pequenas filigranas de entrelaçados fios que são aqueles que cozem o meu dia a dia sem ti. Detalhes que me completam mas não me fazem feliz, deixam-me preso a um lugar, deixam-me livre mas sem poder voar.

Perco-me aqui, em sonhos que já não são os meus mas que eu teimo em os usar como desculpa para não te esquecer, como se fosses a minha ultima paragem e nada mais se seguisse há minha frente. Perco-me assim rodeado de lembranças de ti, de momentos que os últimos dias teem vindo a acentuar.

Pergunto-me porque corro assim para ti quando sinto que não vale a pena e que só me vou magoar ainda mais, porquê que o meu desejo de te ter se sobrepõe a tudo o que me fazes sofrer. Fico mais confuso quando me pedes que te estenda a mão e depois a largas e desapareces outra vez. Não entendo a razão de não ver o que está a minha frente e iludir-me em miragens que eu próprio construo no meu inconsciente.

Deixo-me aqui no sentido das palavras que me guiam para o amanha sem saber o que me espera, deixo-me assim só e inquieto por não te ter comigo, por não seres o meu final nem eu o teu começo.
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