terça-feira, 12 de outubro de 2010

Renascimento


-Não foi facil este ano que passou sem vir ao blog. Decidi afastar-me para tomar o controlo da minha vida. O que consegui. Hoje estou livre de um sentimento que me fez perder o rumo.
Continuo a escrever, para mim, de amor de carinho e de sonhos que me fazem prosseguir.
Lembro-me de tudo sem mágoa e apenas com a vontade de ser mais, de chegar mais longe, ainda mais...
Se escrever aqui outra vez de amor é num imaginário de alguém que hei-de encontrar. Hoje este jardim, de areia e de luz esta pronto a deixar crescer novas formas de viver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Palavras que escapam...



"...Palavras que passam por mim, que me escapam , frases que não chegam a um fim, vagueiam, desaparecem.
Sentimentos que se confrontam em um estado letárgico de completo vazio.Vozes de mim que ecoam e se agarram a lamentos, a momentos que o tempo se encarrega de os gravar cada vez mais fundo no meu coração.
E enquanto me deixo esperando um raio de sol que me ilumine outra vez, sou engolido pela dor escura e inquietante que me penetra e me torna assim, como me vejo, ...duro e triste.

Incertezas que carrego dentro do meu âmago, que entendo e as tomo como minhas, que violentamente me possuem sobrando apenas um pouco de mim que luta e espera por algo que ainda não chegou..."

domingo, 14 de junho de 2009

Pegadas na areia...

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Sigo-te as pegadas pela areia da praia, areia molhada há beira mar onde cada passo meu é engolido pela maré. Por entre as ondas que rebentando me inundam a alma, me chegam ao peito e me chamam de volta, para onde não sei mas tambem não importa, eu vou atrás do teu ser que se vai diluindo na maresia.

Não sei onde vou dar, se a minha viagem tem um fim, se é azul, verde, laranja, de qualquer outra cor ou até mesmo a preto e branco, sei apenas que o amor que sinto por ti é infinito, e o infinito é onde me encontro, numa enseada sem fim, num jardim de areia em formas de querer, de carinho e saudade que se vão desenhando pela força do vento que me acompanha.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sentido das palavras...


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Encontro-me aqui, no sentido das palavras, nu de ilusões, vestido de emoções. Encontro-me assim rodeado de mim mesmo em pequenas filigranas de entrelaçados fios que são aqueles que cozem o meu dia a dia sem ti. Detalhes que me completam mas não me fazem feliz, deixam-me preso a um lugar, deixam-me livre mas sem poder voar.

Perco-me aqui, em sonhos que já não são os meus mas que eu teimo em os usar como desculpa para não te esquecer, como se fosses a minha ultima paragem e nada mais se seguisse há minha frente. Perco-me assim rodeado de lembranças de ti, de momentos que os últimos dias teem vindo a acentuar.

Pergunto-me porque corro assim para ti quando sinto que não vale a pena e que só me vou magoar ainda mais, porquê que o meu desejo de te ter se sobrepõe a tudo o que me fazes sofrer. Fico mais confuso quando me pedes que te estenda a mão e depois a largas e desapareces outra vez. Não entendo a razão de não ver o que está a minha frente e iludir-me em miragens que eu próprio construo no meu inconsciente.

Deixo-me aqui no sentido das palavras que me guiam para o amanha sem saber o que me espera, deixo-me assim só e inquieto por não te ter comigo, por não seres o meu final nem eu o teu começo.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

intemporal...


...Quando te abracei e senti os teus braços há minha volta, aquele aperto sentido que quase me fez perder a respiração, naquele instante, para mim intemporal eterno, foi como se as minhas forças tivessem voltado outra vez. Sem alimentar esperanças e sonhos passados foi bom ter tido esse momento, pena apenas a razão que nos levou a estar juntos outra vez.

terça-feira, 26 de maio de 2009

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Por vezes recebemos noticias que nos deixam verdadeiramente devastados, foi o que aconteceu hoje comigo. Soube que vou perder alguém que significa muito para mim, alguém que sempre me olhou nos olhos e me tratou como um homem, que me abriu as portas da sua casa e me deu as chaves do seu coração. Nem tenho palavras para descrever o que sinto, sei que não consigo dormir, sei que nunca mais nada vai ser igual, sei que o mundo é injusto, que se realmente existe um deus ele não olha para todos de maneira igual. Porquê??? Porque raios a vida tem de ser assim, há por ai tanta gente que não merece um décimo do que a vida lhes dá, é só invejas, ciumes, traições, tanta coisa de mal que se passa na alma e na mente de tantas pessoas e tem de ser logo alguém que só fez o bem, que sempre procurou ajudar o próximo sem querer nada em troca, que trabalhou sem receber, que deixou de comer, de ter para viver, apenas para proporcionar um bem estar melhor a quem lhe rodeava, a quem procurava o seu auxilio, porquê tem de ser logo a alguem assim que a vida prega uma partida destas???
Só me apetece gritar, partir tudo, se realmente isto é o que esperamos da vida para que então tanto esforço, porque acreditar nos valores, porque lutar???

Se existes ficas a saber que estou muito zangado contigo, porque não me levas a mim que ja fiz tanta porcaria na vida, que não tenho por onde me segurar, que durante anos fiz o caminho inverso ao teu sem mesmo me arrepender. És cego..., mais que eu. Esse alguém não merecia o que lhe estás a fazer, nunca.
Nem quero ouvir a conversa que deus escreve direito por linhas tortas pois estas linhas são tortas demais para serem verdade,para serem as certas, este final é triste demais para quem na sua vida sempre e "só" espalhou o amor, para quem te tinha sempre como uma palavra amiga e que depositava em ti uma fé inabalável, para quem todas as noites falava contigo e te pedia que olhasses pelos seus e nunca por ela. Tenho raiva de ti, se tinha uma réstia de fé em ti ela esfumou-se no momento que soube o que lhe estas a fazer, se ainda tentava acreditar na tua existencia, ela foi-se no vento que se faz ouvir lá fora.

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Ausências...


Não tenho tido cabeça para nada, ando confuso, há procura de um rumo. Tento manter-me ocupado das mais diversas maneiras para não pensar em ti. Evito vir aqui, não por não ter nada para escrever, para te dizer, mas para ver se assim se torna mais facil a tua ausência.
Se queres saber a diferença é nula, tenho há mesma o vazio ao meu lado, por dentro de mim, o vazio que tu preenches, que te pertence, que não me deixa respirar nem mesmo ter forças para querer continuar.
Ando sozinho, vagueando por onde não quero estar, um rio sem sentido, sem ter onde desaguar, um rio de correntes fortes, de remoinhos, onde me sinto sem pé, sem ter onde me amparar.
A distancia que nos separa não tem sido a suficiente para me fazer voar outra vez, tenho as asas presas num momento que é o do teu acordar, do teu respirar.
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