sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ritmos incertos...


Atentamente escuto
o bater do meu coração
que solta ritmos incertos
em vozes sem direcção
ecoando no vazio
numa silenciosa explosão
de um passado distante
vivido em uma triste ilusão

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dancers in the rain

"...We were dancers in the rain and it still remains..."

terça-feira, 21 de abril de 2009

Estrelas que brilham...


Um dia, ao olharmos as estrelas, jurámos eternas promessas de amor, não precisámos de dizer nem uma palavra, bastou estarmos ali, nada mais era importante. Perto do que sentiamos um pelo outro tudo era irrelevante. Foi nesse momento que me senti completo, percebi que tinha encontrado alguém que era muito importante para mim, alguém por quem eu estava disposto a tudo, a minha outra metade.

Desde esse dia que o meu amor por ti cresceu todos os dias, resistindo a todas as intempéries e a todas as armadilhas da vida, como ele também eu cresci, ao teu lado, sempre a admirar o teu brilho, sem nunca pensar que algum dia esse sonho pudesse acabar. Cresci e tornei-me homem, assim como os meus sentimentos se tornaram mais fortes e maduros, com mais certezas do que queria e do que ambicionava da vida.

Fazias parte de todos esses planos e sonhos, eras tu que me guiavas e me iluminavas o caminho, que me davas forças para lutar e vencer. Por ti fiz coisas que ninguém imagina, entreguei a minha alma ao diabo, roubei, comprei, vendi. Tornei-me em quem eu não queria, o amor cegou-me e eu não soube perceber para onde me estava a dirigir, sem sentir o chão a fugir-me por debaixo dos pés acabei por cair num buraco sem fundo, sem volta, sujo...
E é como eu me sinto, sujo, pelos caminhos que percorri, pelas decisões que tomei, por não te ter aqui ao meu lado, por ter acreditado que pelo menos uma vez na vida eu tinha tido sorte.

Naquele dia quando olhámos as estrelas, de todas elas tu eras a mais brilhante, eras o espaço infinito que abriga o meu coração, eras os cometas, os planetas e todas as constelações, eras o sol e a lua que me faziam acordar e adormecer.
Hoje quando olho para as estrelas procuro por ti e não te encontro, pergunto por onde andas mas não obtenho respostas, apenas um longo silencio, apenas a certeza que as estrelas nunca mais vão brilhar da mesma maneira.

Encontros...



Sinto que em pouco tempo vou ter de ir ao teu encontro, todos os dias penso nesse momento, imagino o que te direi, como irei agir, até o que irei levar vestido. Penso se nessa altura estarás sozinha em casa ou se estarás com alguém. Por incrivel que pareça esse instante que ainda irá acontecer não me sai da cabeça.
No entanto é algo que não posso evitar, tenho de ir ai buscar o resto das minhas coisas e por mais que ande a adiar esse dia sei que está mais perto do que eu queria.
Vai ser bastante dificil para mim por varias razões, ter de te ver sem ser como a minha princesa, saber que vai haver muita conversa da treta. - Como estás? Espero que esteja tudo bem contigo, que a vida te esteja a sorrir, quero que sejas feliz, blá blá blá...
Se queres que te diga não me apetecia nada ouvir isso, só quero poder ir buscar o que é meu para fechar de vez este assunto.
Saber que a nossa vida tomou caminhos diferentes e nada os vai fazer cruzar outra vez é castigo o suficiente, ter de voltar onde fui feliz e onde perdi todas as vontades, onde deixei fujir os meus sonhos e esperanças vai ser terrivel para mim.
Vai-me custar entrar pela porta de tua casa, ver tudo o que ajudei a construir e que hoje já não me pertence, não que queira alguma coisa mas se o construi foi com toda a minha vontade de fazer algo que pudesse considerar nosso, para o futuro.
Sei que vai ser um dia dificil mas vou ter de o aguentar da melhor maneira possivel, com todas as forças que ainda tenho dentro de mim. Sinto que depois de esse momento tudo vai ser para sempre diferente entre nós.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A minha avó...

Ontem apanhei um grande susto, a minha avó ficou doente e larguei tudo para ir ter com ela.
Felizmente não foi nada de grave e já esta bem melhor. Passei a noite com ela por precaução.
A minha avó é a maior mulher do mundo, cheia de força e vitalidade , sempre a admirei mais que tudo e todos. Se lhe acontecesse alguma coisa não sei o que seria de mim.

sábado, 18 de abril de 2009

Saudades II

Photography © Lia Costa Carvalho


Saudade, palavra que por detrás esconde tantos sentimentos contraditórios, tão própria do nosso ser, cheia de jardins e de desertos. Sinto a Saudade dentro de mim, nas mãos, nos olhos, no coração. Sinto o apertar da alma que me faz querer fugir de mim mesmo. Uma vontade de correr sem parar, pode ser que assim ela sai de dentro de mim, talvez assim a conseguisse expulsar.
Por todo o lado que olho, por onde ando, com quem falo, está sempre presente, quente, no meu peito na minha mente. Saudade de um tempo, Saudade de um gesto, dos raios de sol que te tocam na rosto e que ainda te fazem brilhar mais. Saudade do beijo de Bom dia, do de Boa noite e de todos aqueles que dávamos pelo resto do dia. Desde o beijo na cara, no pescoço, nas costas até ao mais precioso de todos, aquele em que me das a descobrir os teus lábios nos meus. Saudade do cheiro do teu lado dos lençóis, do café da manhã, da luz que entrava no quarto e não nos deixava dormir mais. Saudades de te levar ao colo pelo corredor, ás cavalitas até a cama, aos meus braços para te adormecer. Saudades de estar contigo.
Saudade que não sara com o tempo mas que se prolonga por momentos intermináveis sem ao menos se importar se eu a quero como companheira, se a quero junto a mim.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sorriso

-Sempre acreditei no teu sorriso...