segunda-feira, 9 de maio de 2011
Para Ti...shana n
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Devaneios...
Hoje aconteceu-me isso, no blog de uma amiga querida que me traz sempre um motivo para sorrir. São devaneios que também sinto, que também fazem parte de mim.
Sabes quando parece que ja conheces alguém, que te identificas com essa pessoa, fico a pensar nisso e neste caso só me vem coisas boas a cabeça. Mesmo quando não falas com essa pessoa há muito tempo, ou se não a vês... e quando se reencontram parece que foi ontem a ultima vez que trocaram mensagens, que se apoiaram, que se compreenderam. É bom haver esse tipo de emoção, de sentimento. Sem raivas, sem interesses, apenas o que é puro, apenas o que é verdadeiro. Obrigado por isso.
Nestes últimos anos a minha vida mudou muito, cresci, aprendi, errei e voltei a errar, com esse erros voltei a aprender mais ainda e estou preparado para continuar a errar e a aprender ainda mais. Felizmente que sou assim, que sinto, que choro e que me rio, felizmente que na minha suposta infelicidade sou feliz, que na minha vontade de encontrar um amor que me acompanhe ainda vá dando de caras com pessoas que realmente me trazem algo novo, outras formas de ver a vida, que me ensinam sem mesmo o saber.
Enquanto o coração me dói, a alma chora e o meu corpo envelhece, são de essas pessoas que me lembro, é com elas que vejo uma nova luz, um novo caminho, uma esperança de um amanha bem melhor do que ontem... e assim vou vivendo, com pena também de uma distancia que não me permite mais do que ler uns textos e sorrir...
Obrigado pelas tuas palavras, minha querida amiga... tens um lugar no meu coração
sexta-feira, 11 de março de 2011
GDT MMM MMMMMMMMMM... **

É mais fácil para mim fingir que não te conheci, nem sempre dá, mas pelo menos esconde um pouco do que quero esquecer. Dou por mim muitas vezes perdido sem noção do tempo ou do espaço, preso em momentos que infelizmente já só fazem parte de um passado recente.
O que me faz perceber que o que sinto ainda é muito forte, mais do que eu pensei ou do que mesmo quis.
Ainda hoje não percebi o porque de nos afastarmos desta maneira, não acredito no que me disseste da ultima vez que me mandaste uma mensagem, se realmente é verdade então tens de aprender a gostar mais de ti, de querer o melhor para ti. Não acho que penses que o melhor para ti é sofrer e viver em desconfiança sem nunca voltar a acreditar em alguém, uma vida na expectativa da traição. É triste, deves perceber isso. Tenho pena de ti por isso. Fazes-em olhar para mim e pensar que sou uma pessoa de sorte, que afinal o que sofro é pouco comparado com o que esperas da tua vida. Por mais que te ame, que goste de ti, que sonhe contigo todos os dias, sei que o mais importante é viver, sorrir, abraçar, passear na praia, sentir o mar, o seu cheiro que se mistura com o que me lembro de ti.
E mesmo assim sofrendo por não te ter comigo eu tento fazer isso tudo. Acordo e depois daqueles primeiros minutos de desilusão, não sei de ti, vejo-me e sei que sou mais do que o que pensas de mim.
Dava tudo para ter um sinal de ti, parece contraditório depois do que escrevi mas é verdade. Sinto a tua falta, de ouvir a tua voz e ver-te, de poder conversar contigo e contar coisas que só a ti consegui dizer. pff... é estranho, sei que o tempo se vai encarregar de fazer crescer este muro entre nós, de separar cada vez mais a estrada que nos fez encontrar, chegámos a uma bifurcação e cada um segui-o o seu caminho. Mas eu não queria nada disso, queria mudar a minha vida e a tua para melhor, poder mostrar-te que podes contar com alguém na tua vida, que juntos pudesse-mos partir para um novo dia.
És uma patetinha, doida...sinto a tua falta muito mesmo GDT MMM MMMMMMMM
terça-feira, 8 de março de 2011
...Doente...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Folha em branco...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Fazer de conta...
Vou fazer de conta que o tempo não importa, que um gesto apenas é o suficiente para te tocar, vou fazer de conta que a distancia entre nós não passa de um grão de areia em comparação com o que sinto por ti.
Não posso mais guardar o que está dentro de mim, por isso faço de conta que estas aqui, que converso contigo e te conto as minhas mais loucas historias em que o fim vai sempre dar a ti e ao que o destino reservou para nós.
Historias de amor, de faz de conta e de dor, reais mas que se misturam com ficção e que se diluem num beijo teu, nos teus lábios, que ainda hoje me deixam aquele sabor.
Hoje vou fazer de conta que passei o dia de São Valentim contigo, que passeámos os dois e que trocámos planos e sonhos, que jantámos e que olhámos as estrelas. Vou fazer de conta que me te adormeço nos meus braços e que amanha acordas ao meu lado.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
arghhhhhhh!!!
A vida é lixada.
Pensamos, temos certezas, planeamos, partilhamos, choramos, rimos, sentimos dor...
E no final fica o que? Não sei, digo para mim mesmo que um dia vou encontrar o caminho certo, que os enganos da minha vida não passam de isso mesmo, de enganos, que para mim esta reservado ainda um pouco de qualquer coisa, por mais pequena que seja.
Acredito que cada um faz o seu destino, pelos visto o melhor era eu dedicar-me a pesca se nem para mim sou bom. Farto das decisões erradas, dos timings errados, de que dê tudo errado... leva-me a pensar no que estarei a fazer de mal. Tudo, possivelmente. E sim, eu sei..., dias de cão todos temos..., vidas de cão também é mal de muita gente, infelizmente. Não me queixo, desabafo e luto todos os dias para melhorar, nada mais..., mas é difícil.
Tento levar a minha vida por valores que sempre acreditei serem os correctos, fui educado assim e agradeço por isso, não os necessito escrever, estão dentro de nós.
Por vezes ponho em duvida esses mesmos valores e pergunto-me a mim mesmo se já me levaram a algum lado. Será que vale a pena continuar a segui-los...penso que sim.
Pelo menos vivo em paz comigo mesmo.
E paz é o que mais tenho procurado para a minha vida, paz e estabilidade. Vou a luta dia a dia sempre a querer fazer mais, em poder evoluir, em poder ser mais. Tenho dado uns passos em frente mas também uns atrás, também não tem sido fácil mas já esteve pior.
Conheci alguém, passou tanto tempo ate eu sentir outra vez o que é gostar de outra pessoa, assim desta maneira forte, sem sentido e sem medos. Não percebo como me apaixonei assim tão rápido, de uma forma tão diferente do que esperava, o amor não escolhe mesmo. O pior é que não deu...,Tenho pena, gosto mesmo dela, tenho em mim a certeza que poderíamos ser felizes, que se por uma maneira tão estranha a vida nos deu a conhecer é porque tem algo mais para nós. Tantas palavras que gostaria de lhe dizer, tantos caminhos que com ela queria percorrer. sinto aquele sabor de injustiça em relação a mim e ela.
No tempo em que a conheci, não foi muito, aprendi outra vez muitas coisas que ja me tinha esquecido, a amar outra vez, a sorrir sem ser forçado, a olhar para a vida de uma forma mais positiva. Aprendi a olhar de frente outra vez e não andar sempre a contar as pedras da calçada,a ter confiança e a acreditar que é possível ser feliz.
No mais fundo de mim desejei ficar eternamente com ela, poder viver o resto do meu tempo com ela. Encontrei um grande amor e deixei-o fugir por entre os dedos da minha mão. Tenho saudades de tudo em ela, da sua voz que me fazia sentir vivo e rir, do seu olhar que entrava em mim e me fazia respirar mais fundo, da sua forma de andar que me mostrava novos mundos. Faz-me falta :(((
Tenho de ir dormir... trabalho amanha e tem de ser cedo. pff... so me apetece adormecer e acordar ao lado dela, ou nem acordar...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
As palavras que não queria escrever
Sinto falta de te ver, de poder falar contigo, contar-te o meu dia e saber como foi o teu. Ver-te e perceber que gosto de ti cada vez mais, cada vez que olho para ti é essa a certeza que tenho.
Uma certeza que hoje me come a alma e me deixa novamente indefeso.
Sei que vou ter de me habituar a não fazer nada disso, se antes a distancia que nos separa era grande, hoje penso que seja intransponível, tomaste a tua decisão e tenho de aceitar. Mesmo que não a entenda, que não queira me resignar a ela, que me pareça pequena demais para uma decisão dessas, tens as tuas razões e tenho de as aceitar.
Doi-me porque vejo em nós o amanha, sinto em nós o amanhecer e vivo em mim um amor que me liberta, tu me libertas, fazes-me querer, correr atrás, pensar que vale a pena arriscar que é bom acreditar no amor no sentido mais puro da palavra, sem querer de volta, sem querer em troca, apenas porque te amo, porque és tu, porque és assim e é assim que gosto de ti.
Vou ter de aprender outra vez a escrever para alguém que já não esta presente, vou ter de procurar outra vez palavras que não aquelas que queria escrever.
Fazes-me falta..
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso
Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
destino...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Distancias...
Sei que desde que te conheci que a minha vida mudou e o que pensava perdido afinal estava mesmo ali ao meu alcance. Fazes-me sentir outra vez vivo de uma forma que já não sentia há muito tempo, mesmo com a distancia que nos separa.
Nunca pensei que o amor pudesse ser vivido desta forma, hoje acredito que a força de amar pode superar qualquer percalço, olho para ti e acredito..., vejo em ti o meu amanha,o raio de sol que me ilumina o dia,o brilho das estrelas que me leva ate ao meu porto seguro.
Hoje, adormeço contigo no pensamento, fecho os olhos e deixo-me ir ao teu encontro...
Gosto muito de ti francesinha pateta
