domingo, 5 de dezembro de 2010

...ao fim da tarde...

"Vou buscar-te ao fim da tarde,
porque a noite só escurece contigo ao
meu lado, porque a noite aprende por ti
o caminho aberto das estrelas

Vou buscar-te ao fim da tarde,
e verás como preparei a casa, como
escolhi a música, como, enfim, espalhei
os objectos mais impressionados contigo,
os que ganharam vida por se interporem
na espessura estreita que vai do meu
ao teu coração

e não mais te devolvo, correndo todos os
riscos de não amanhecer nunca
numa loucura propositada por ti

não mais te devolvo,
ocuparás o mundo debaixo e sobre mim,
e não haverá mais mundo sem que seja assim"

Valter Hugo Mãe

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Margarida Rebelo Pinto - As crónicas da Margarida



´Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.´

terça-feira, 30 de novembro de 2010



Por vezes vejo-me dentro de situações que não sei avaliar. Detesto quando isso acontece!!!
Deixo-me envolver, sentir, gostar e talvez não seja a minha melhor opção em ser assim.
No meu intimo eu anseio pelo amor, por encontrar a paz que tanto procuro, em encontrar aquela alma gémea, a outra metade da laranja, da maça, a outra metade de mim. Talvez seja uma procura impossível, sei o que sou e sei que sou diferente.

Há dois anos que não me entregava a alguém, há bem mais que não sei o que é amar sem restrições, uma forma de estar que em mim se perdeu no tempo. Sei que neste tempo que passou foi-me muito difícil dar qualquer coisa de mim a alguém. Tem sido difícil mostrar parte de mim.
Não sei se é medo, se desaprendi se perdi a esperança que algo de bom me aconteça.

Ás vezes perco-me e é difícil encontrar-me.

Hoje penso que posso ter encontrado uma janela, um novo olhar. Dou por mim a gostar outra vez, a acreditar no dia seguinte, a voltar a sonhar um pouco. Sinto-me a mudar, de novo consigo sorrir.

Pergunto-me se não estou a criar falsas ilusões em mim mesmo. Se o que sinto pode não ser correspondido. Se me vou magoar e sofrer... Sei que também tudo isso é irrelevante quando toca ao amor. Se gostas não há volta a dar.

Tenho em mim um lado selvagem, irrequieto, quer mais, dar mais, correr e abraçar, sem amarras sem correntes. Um lado que me empurra para onde pensa ser feliz.
Quero muito seguir esse instinto. Espero estar certo...

Vou ficar por aqui agora, cansado e com dor de cabeça.

sábado, 13 de novembro de 2010




Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lembro-me...




Lembro-me de ir no comboio e pensar para mim o que estava a fazer, qual seria a paragem onde iria sair. Dei por mim hipnotizado pela paisagem que passava por mim a um ritmo constante. Divagava por entre indefinições e apreensões mas também numa secreta esperança de estar a fazer o certo.
Soube que sim no momento que te vi, perdi a duvida e o receio que estava dentro de mim, passou de um medo do desconhecido para a expectativa do que poderia vir depois.

Lembro-me de ir no carro e de olhar para ti e ver algo que já não via há muito tempo (perguntei a mim mesmo se seria eu que estava a querer ver demais), ao sentir a tua beleza por momentos que me perdi, deixei a terra e fui ate ao espaço dos meus sonhos, percorri todas as constelações e perguntei a todas as estrelas se eu estaria a sonhar, se seria realidade estar ali contigo, naquele lugar, naquele momento em que éramos nós dois.

Lembro-me de acordar e não te ver no quarto, pensar que já podias ter ido embora por qualquer razão que fosse, podia ser mais um daqueles casos de um arrependimento repentino, mas vi que não, que estavas por perto, vi-te como um raio de sol, cheia de luz como se naquele dia tivesse voltado o verão no seu mais esplendoroso dia.
Rendi-me a ti, ao teu bom dia, ao teu sabor.

Lembro-me de olhar para o longe e apontar o dedo para o horizonte, contar historias passadas de uma juventude rebelde, de vermos o rio a desaguar no mar e as rochas que se deformaram com o tempo mas que continuam imponentes e firmes na sua missão de guardar as entradas daquela praia. De não deixar que a vida se apague naquele canto que é tão meu.

Lembro-me de entrar e de sair de mil e um pensamentos, de saltar entre momentos que sonhava viver contigo, de me questionar o que estaria a acontecer para de um instante para o outro estar a sentir-me assim, diferente, mais solto, alegre. Uma alegria que já não conhecia em mim e que por isso a estranhava.

Lembro-me de irmos para o quarto depois de jantar, de nos deitarmos na cama e sem dar-mos por isso tudo se uniu, senti o teu toque em mim, as caricias que trocámos e os beijos que entregá-mos um ao outro. Um instante de magia onde o tempo certamente que passou mais devagar, para mim naquela altura os segundos eram minutos e os minutos eram horas e assim senti-me perto do tempo infinito.

Lembro-me de passear pela margem do rio, de ver cores em peixes, em estranhas pinturas que no seu conjunto mostravam uma harmonia invulgar, de nos sentar-mos num banco e de te ter nos meus braços, de poder olhar para a outra margem e ver os barcos a passar. De voltarmos a índia e por lá ficar mais um pouco.

Lembro-me de não conseguir falar, de querer dizer que devias ficar, de não perceber o que vinha de ti, lembro-me de olhar para ti e pensar que não mais te iria ver. Custou-me sentir-te assim a ir embora e naquela altura não tive capacidade para fazer o que devia. Não fui capaz de te agarrar e dizer que eras minha, em vez disso aceitei o teu pedido como se fosse a minha única alternativa.

Lembro-me de ir para casa e me sentir vazio, de entrar no meu quarto e me sentir perdido, de me deitar e não conseguir dormir. Lembro-me dos dias a seguir em que nada me corria bem e a vontade para fazer qualquer coisa era pouca.

Lembro-me de estar sempre a pensar em ti...

Lembro-me de te ver e de falar contigo, poder dizer o porque de ter agido de tal forma, de me explicares o que sentias e de nos percebermos aos dois. De te dizer que gosto de ti e de ouvir o mesmo de ti. De te poder ouvir a rir outra vez, a tua forma de falar e o brilho que vem de ti.

Guardo essas lembranças dentro de mim como um tesouro que quero preservar, venha o futuro reservar qualquer tipo de final. Vou sempre encontrar nestas memorias um pouco da forma em que me tornas feliz, contente por te saber por perto mesmo estando tão longe, forte por o meu coração bater outra vez mais rápido e cheio de vontade de viver.

Gosto de ti...


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

...



J'aurais aimé tenir ta main un peu plus longtemps
J'aurais aimé que mon chagrin ne dure qu'un instant
Et tu sais, j'espère au moins que tu m'attends.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Egoismo...




Acho que tenho sido egoísta!!!
Deixo-me ficar em duvidas que me fazem sentir assim.
Sinto-me estranho pois não conhecia esta parte de mim.
Arghhhhh!!!!!!
Quero tirar este sentimento de dentro de mim, não tenho o direito de estar assim.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nem um dia - Djavan

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide (bis)

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)


Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide

sozinho - Caetano veloso

Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

domingo, 24 de outubro de 2010

Vazio

Quando estou triste não consigo pensar, parece que um vazio me preenche a mente ou que me deixo ocupar com apenas uma palavra. A forma que tenho nessas alturas é escrever, bem ou mal, com ou sem erros, mas o que dessa maneira sai de mim.
Sei que é uma das minhas falhas esse problema de expressão, tento combater que isso aconteça mas por vezes ainda toma conta de mim. Vivo aprendendo, tentando melhorar de uma forma interior e talvez ir eliminando algumas dessas falhas.
Hoje penso que não tenho muito para oferecer, é estranho pensar isto, não tem a ver com as razões porque devia estar triste no entanto não sei porque não deixo de pensar nisso. Serei mesmo burro? Não sei...., sei o quê? Nada..., não sei nada. Apenas este vazio que a lado algum me leva.

O que me leva a ser assim, pensar que a sorte nunca está o meu lado, que sonhar é apenas um escape que tenho para fugir de mim mesmo, que porque razão me iria realmente acontecer algo de bom, no final não deixo sempre de pensar o mesmo: -Já sabia!!! Era bom demais para ser verdade.
Com isto não quero dizer que criei ou crio expectativas demasiado elevadas para essas situações, sou realista e sei o que sou, como sou e o que quero para mim, no entanto não deixo esses pensamentos saírem de mim, o que me intriga e me consome.

Há sentimentos que não se ganham num dia, para mim tem-em de ser construídos, posso gostar, olhar e sentir, tocar e cheirar, e o que vem depois só o tempo o poderá dizer. Sei apenas que não posso fechar os olhos a algo que me faz bem e que me faz acreditar. Na realidade é uma contradição..., pensar assim e ao mesmo tempo que não vale a pena deixar-me levar,... que no final nunca vai resultar, que não tenho nada para dar..., ás vezes sinto que sou maluco, que estou errado em acreditar que o mais importante é seguir o caminho da felicidade, seja onde for esse caminho, acreditando que um dia ele se pode cruzar pela estrada da minha vida.

E assim naquela altura mesmo não conseguindo pensar em nada era isto tudo que me estava a passar pela mente. Esquisito, não? Sei lá,... já estou como o outro, -Só sei que nada sei..., e com isto sei que estou triste porque gosto de ti e quero que fiques bem.


...


Não vale a pena sonhar!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

O Poema



Esclarecendo que o poema

é um duelo agudíssimo

quero eu dizer um dedo

agudíssimo claro

apontando ao coração do homem

falo

com uma agulha de sangue

a coser-me todo o corpo

à garganta e a esta terra imóvel

onde já a minha sombra

é um traço de alarme


Luísa Neto Jorge

Velvet Underground - Sunday Morning


Sunday morning
praise the dawning
It's just a restless feeling by my side
Early dawning
Sunday morning
It's just the wasted years so close behind
Watch out the world's behind you
There's always someone around you who will call
It's nothing at all


Sunday morning
And I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning
Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago
Watch out the world's behind you
There's always someone around you who will call
It's nothing at all


Sunday morning
Sunday morning
Sunday morning

sábado, 16 de outubro de 2010

The build up - Kings of convenience & Feist

The build up lasted for days
lasted for weeks, lasted too long

our hero withdrew, when there was two
he could not choose one, so there was none

worn into the vaguely announced

the spinning top made a sound like a train across the valley
fading, oh so quiet but constant 'til it passed
over the bridge into the distances
written on your ticket to remind you where to stop
and when to get off

On the beach...

Between the eyes of love I call your name
Behind those guarded walls I used to go
Upon a summer wind there's a certain melody
Takes me back to the place that I know
On the beach

The secrets of the summer I will keep
The sands of time will blow a mystery
No one but you and I
Underneath that moonlit sky
Take me back to the place that I know
On the beach

Forever in my dreams my heart will be
Hanging on to this sweet memory
A day of strange desire
And a night that burned like fire
Take me back to the place that I know
On the beach


4AFriend

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Momentos...



-No outro extremo da linha, em outro lado que não aqui, fora do alcance, longe de mim...
E assim te vejo, mesmo distante, reflectida pela luz da lua para dentro da janela do meu quarto. Sorrateiramente me invades e me tocas de uma forma geometricamente perfeita, fazes-me sentir levitar, chegar ás estrelas que te servem de guia e nos mostram o caminho que devemos tomar.

-Fecho os olhos e deixo-me ir...

-Acordo sem deixar de sonhar como sonho sem me deixar adormecer...

-Abro os olhos e sinto-me a voltar, não te consigo ver mas sei que me preenches, ficou em mim o travo do teu beijo, o arrepio pelo teu toque, a essência do teu cheiro, a parte maior do meu ser que te pertence sem ainda ser teu, sem ainda saberes...

This one´s from the heart...

Tom:
I should go out and honk the horn, it's Independence Day
But instead I just pour myself a drink
It's got to be love, I've never felt this way
Oh baby, this one's from the heart

Crystal:
The shadows on the wall look like a railroad track
I wonder if he's ever comin' back
The moon's a yellow stain across the sky
Oh baby, this one's from the heart

Tom:
Maybe I'll go down to the corner and get a racin' form
But I should prob'ly wait here by the phone
And the brakes need adjustment on the convertible
Oh baby, this one's from the heart

Crystal:
The worm is climbin' the avocado tree
Rubbin' its back against the wall
I pour myself a double sympathy
Oh baby, this one's from the heart

Tom:
Blondes, brunettes, and redheads put their hammer down
To pound a cold chisel through my heart.
But they were nothin' but apostrophes
Oh baby, this one's from the heart

Crystal:
I can't tell, is that a siren or a saxophone?
But the roads get so slippery when it rains
I love you more than all these words can ever say
Oh baby, this one's from the heart


True...

Engripado

Arghhh, esta gripe que não passa!!!!!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Submerso...




-Escrevo no vazio do tempo em que não te conheço, escrevo o amanhã que eu gostava de ter. Deixo aqui aquele bocado de felicidade que entre nós ainda não foi vivido. Pelos caminhos que iremos percorrer e os sonhos que vamos alcançar, e enquanto aguardo esses momentos vou imaginando o que poderá ser. Deixo-me ir voando por entre mundos só nossos, viagens intemporais que nos transportam devagar entre os rios que nascem em mim até aos mares que desaguam em ti.

-Sinto-me submerso em pensamentos que me afogam de esperança, que me inundam o coração com certezas que sei irei alcançar. Solto risos e salto de alegria por pensar que estás ai, naquele espaço tão teu, em qualquer lado que ainda não sei, percorrendo o mesmo caminho que eu, aquele em que a vida nos vai fazer cruzar.
Nessa altura estarei a tua espera para te abraçar e poder mostrar que o tempo tem a sua razão, que vale a pena acreditar que a felicidade está ai para a podermos agarrar e que fomos feitos para esse momento em que por qualquer coincidência da vida nos possamos completar.



Dance with me to the end of love!!!

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

Seu Jorge - Changes

Não vou lamentar, o que passou passou
Eu vou embora, meu tempo acabou
Tenho muita coisa para descobrir
Eu sinto muito, mas tenho que ir
Vou pro mundo porque nada mais me prende aqui
É o final do show
E não fique magoado porque vou partir
É só o jeito que eu sou

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
To saindo fora porque eu vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Não é por nada não mas vou me divertir
Enquanto a vida assim permitir
Só procurar fazer amigos do bem, se precisar ajudar também
E agora a liberdade e o horizonte
Só você não sacou
Nova York, Ipanema ou Hong Kong
É nessa aí que eu tô

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora porque eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Livre eu me sinto, sublime
Gente mais gente
O mar e o céu azul

Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Changes lá vem meu trem
Vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás
Sempre em frente, nunca pra trás


Hoje...

Hoje não fui trabalhar, tenho assuntos a resolver e dentro de mim estava sem vontade de ter de ir para o trabalho, inventei uma desculpa de como estava doente e lá passou.
O que me vale é que o chefe é um porreiro e de vez em quando sei que tenho estas abertas. Também sabe bem estar em casa num dia da semana, aproveitar para resolver outra coisas.
Coisas minhas, de dentro de mim.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Renascimento


-Não foi facil este ano que passou sem vir ao blog. Decidi afastar-me para tomar o controlo da minha vida. O que consegui. Hoje estou livre de um sentimento que me fez perder o rumo.
Continuo a escrever, para mim, de amor de carinho e de sonhos que me fazem prosseguir.
Lembro-me de tudo sem mágoa e apenas com a vontade de ser mais, de chegar mais longe, ainda mais...
Se escrever aqui outra vez de amor é num imaginário de alguém que hei-de encontrar. Hoje este jardim, de areia e de luz esta pronto a deixar crescer novas formas de viver.