domingo, 14 de junho de 2009

Pegadas na areia...

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Sigo-te as pegadas pela areia da praia, areia molhada há beira mar onde cada passo meu é engolido pela maré. Por entre as ondas que rebentando me inundam a alma, me chegam ao peito e me chamam de volta, para onde não sei mas tambem não importa, eu vou atrás do teu ser que se vai diluindo na maresia.

Não sei onde vou dar, se a minha viagem tem um fim, se é azul, verde, laranja, de qualquer outra cor ou até mesmo a preto e branco, sei apenas que o amor que sinto por ti é infinito, e o infinito é onde me encontro, numa enseada sem fim, num jardim de areia em formas de querer, de carinho e saudade que se vão desenhando pela força do vento que me acompanha.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sentido das palavras...


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Encontro-me aqui, no sentido das palavras, nu de ilusões, vestido de emoções. Encontro-me assim rodeado de mim mesmo em pequenas filigranas de entrelaçados fios que são aqueles que cozem o meu dia a dia sem ti. Detalhes que me completam mas não me fazem feliz, deixam-me preso a um lugar, deixam-me livre mas sem poder voar.

Perco-me aqui, em sonhos que já não são os meus mas que eu teimo em os usar como desculpa para não te esquecer, como se fosses a minha ultima paragem e nada mais se seguisse há minha frente. Perco-me assim rodeado de lembranças de ti, de momentos que os últimos dias teem vindo a acentuar.

Pergunto-me porque corro assim para ti quando sinto que não vale a pena e que só me vou magoar ainda mais, porquê que o meu desejo de te ter se sobrepõe a tudo o que me fazes sofrer. Fico mais confuso quando me pedes que te estenda a mão e depois a largas e desapareces outra vez. Não entendo a razão de não ver o que está a minha frente e iludir-me em miragens que eu próprio construo no meu inconsciente.

Deixo-me aqui no sentido das palavras que me guiam para o amanha sem saber o que me espera, deixo-me assim só e inquieto por não te ter comigo, por não seres o meu final nem eu o teu começo.
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